[Ciência às Seis e Meia] O avanço sobre as terras indígenas no Brasil

No dia 04 de abril, o Ciência às Seis e Meia comemorará o mês do índio e da Terra trazendo o professor Antonio Carlos de Souza Lima, do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento (Museu Nacional/UFRJ) para abordar os avanços sobre as terras indígenas no Brasil e a garantia do direito dos povos indígenas a terra.

Para a população indígena, o direito a terra não significa apenas direito ao espaço físico para suas atividades produtivas. Terra vai muito além da concepção de solo, significa um lugar aonde o indígena pode reproduzir sua cultura e tradições, seu modo de viver. Então, podemos dizer que a necessidade de demarcação das terras indígenas é tópico principal de toda a luta ancestral da população indígena.

Segundo o prof. Dr. Antonio Carlos, a apresentação buscará recuperar a história recente do reconhecimento dos direitos indígenas a terra tal como estabelecidos pela Constituição de 1988, bem como as tensões intra- e extragovernamentais que se estabelecem contra os processos de reconhecimento desses direitos. Abordando ainda o cenário presente de pressões pautadas a partir do modelo de desenvolvimento rural que tem o agronegócio e suas estratégias como fundamentais.

 

O projeto

O projeto Ciência às Seis e Meia é um ciclo de apresentações de divulgação científica voltada para o grande público que se deu início nos anos 80 com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na regional do Rio de Janeiro. Com o objetivo de aumentar o contato entre os cientistas e a população, a SPBC sempre traz temas atuais do mundo das ciências biológicas, exatas e humanas para serem discutidos com o público em apresentações com linguagem acessível.

O Ciência às Seis e Meia ocorre toda primeira quarta-feira do mês de forma gratuita e ainda conta com emissão de certificado de participação pela SBPC/RJ.

 

Serviço

O avanço sobre as terras indígenas no Brasil hoje: modelos de desenvolvimento, direitos etnicamente diferenciados e horizontes de futuro” com o Dr. Antonio Carlos de Souza Lima, pesquisador do Departamento de Antropologia do Museu Nacional/UFRJ.

Dia 04 de fevereiro às 18h30

Local: Observatório do Amanhã, Museu do Amanhã – Praça Mauá, RJ.

Inscrições feitas no site do Museu do Amanhã.

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O Ciência às Seis e Meia é organizado pela SBPC – RJ e SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Conta ainda com o apoio do Museu do Amanhã e o site de divulgação científica A Ciência Explica.

 


Biografia

Antonio Carlos de Souza Lima é Licenciado em História pelo ICHF/Departamento de História -Universidade Federal Fluminense (1979). Obteve os graus de Mestre (1985) e Doutor (1992) em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é Professor Titular de Etnologia/Depto. de Antropologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social.

Tem experiência nas áreas de Antropologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: Antropologia do Estado (indigenismo, poltica indigenista, povos indgnas e universidade; estudos sobre a administração pública e a cooperação técnica internacional) e História da Antropologia no Brasil (antropologia histórica dos museus e coleções etnológicas; relações indigenismo-antropologia).

Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (2015-2016), da qual também foi Vice-Presidente (2002-2004); Coordenador de sua Comissão de Assuntos Indígenas (2002-2004; 2006-2008); Diretor Regional (2008-2010; 2013-204). Foi coordenador do Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas (01/2015-10/2016). Integra o Conselho de Pós-Graduação e Pesquisa (CEPG) da UFRJ desde 2014. É co-coordenador do Laboratório de Pesquisas em Etnicidade Cultura e Desenvolvimento (LACED)/Setor de Etnologia/Dept. de Antropologia-Museu Nacional/UFRJ.

Coordena as coleções editoriais Abrindo Trilhas e, com Adriana Vianna, Antropologias. Tornou-se editor de Vibrant e Virtual Brazilian Anthropology em janeiro de 2017.

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