Revolução tecnológica: Qual o futuro do trabalho?

Por Fernanda Vargas Amaral, Luciano Caminha Junior e Renata Silvério de Luca.
Centro de Inovação SESI – Tecnologias para a Saúde

Comunicação em tempo real, Big Data, cooperação homem-máquina, sensoriamento remoto, equipamentos autônomos, wearables (dispositivos “vestíveis”), interfaces entre cérebro e computador (BCI – brain-computer interface), nanotecnologia e exoesqueletos, estes são apenas alguns exemplos das verdadeiras revoluções tecnológicas que estamos vivendo. Você já parou para pensar onde nós, trabalhadores humanos, nos encaixamos neste novo modelo de trabalho?

Ao longo da história, as tecnologias impulsionaram e foram impulsionadas pelas ambições humanas, mudaram a organização social e a maneira de se relacionar. Hoje, estamos vivendo uma nova revolução e em breve mudanças significativas impactarão em toda a sociedade, inclusive, na forma como o trabalho é realizado.

Relógios inteligentes, os novos wearables dos últimos anos.

Máquinas e seres humanos conectados, interagindo em tempo real mudarão a maneira como as manufaturas funcionam e a relação entre meios de produção, máquinas e mercado.  Enquanto a terceira revolução industrial focava na automatização do processo mecânico, a quarta revolução vai além da convergência da produção através da inteligência artificial, da internet das coisas e de todos os sensores e dispositivos chamados “inteligentes”.

Neste cenário, um novo modelo de trabalhador desperta para suprir as demandas deste novo tipo de indústria: o trabalhador 4.0. Essa nova geração de trabalhadores humanos é assim chamada por trabalharem a partir de uma tecnologia aumentada por meio de aprimoramentos disponíveis, que podem ser usados ​​individualmente ou combinados para assim, potencializar a forma de trabalho.

Dentro das novas exigências deste mercado, os robôs assumiram tarefas físicas difíceis, perigosas e repetitivas para melhorar a segurança do trabalho, o conforto e a saúde do trabalhador, assim como a qualidade do produto. Neste sentido, o esforço das indústrias, dos centros de inovação e pesquisadores está em inovar o trabalho cognitivo por meio da inteligência artificial, e da remoção de tarefas fisicamente e mentalmente estressantes e repetitivas, para que o trabalho humano seja aproveitado de forma mais versátil e criativa.

Assim, os trabalhadores humanos usarão suas habilidades únicas para inovar, colaborar e se adaptar a novas situações, fazendo com que estes ainda sejam necessários, mesmo que os robôs se tornem ainda mais comuns. A tendência é que a linha que separa homem e máquina se torne cada vez mais tênue, ao passo que o aprimoramento direto permite que os trabalhadores usem exoesqueletos robóticos para aumentar sua força e diminuir sua possibilidade de lesões.

Drones já são utilizados em diversas áreas tanto para lazer quanto para trabalho, abrindo novas possibilidades.

À medida que as inovações tecnológicas mudam rapidamente a fronteira entre as tarefas de trabalho realizadas por seres humanos e aquelas realizadas por máquinas, os mercados de trabalho globais passam por transformações que, se administradas com sabedoria, poderão levar a uma nova era de trabalho, melhores empregos e melhor qualidade de vida para todos. Para que isso aconteça, cabe a nós, trabalhadores, diretores de empresas e governantes, estarmos abertos e preparados para o novo mundo de possibilidades que a quarta revolução pode nos oferecer.

 

 


 Referências

BADRI; BOUDREAU-TRUDEL; SOUISSI. Occupational health and safety in the industry 4.0 era: A cause for major concern? Safety Science, 109: 403-411, 2018.

FERREIRA; FILIPE. Ethical considerations on nanotechnology. In Paresh Chandra Ray (Ed.), Nanotechnology: principles, applications and ethical considerations. Hauppage: Nova Science Publishers, 227-246, 2018.

FROST; SULLIVAN’S. Innovations in Human Enablement and Enhancement Technologies. Global 360° Research Team D6DC-TV, March 2016.

THOBEN et al. Industrie 4.0″ and Smart Manufacturing – A Review of Research Issues and Application Examples. International Journal of Automation Technology 11(1):4-19, 2017. 

WASCHNECK ET al., 7. Production scheduling in complex job shops from an industrie 4.0 perspective: a review and challenges in the semiconductor industry. CEUR Workshop Proceedings 1793, 2017

WORLD ECONOMIC FORUM. Global Challenge Insight Report: The Future of Jobs Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution, 2016.

WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2018.Centre for the New Economy and Society, 2018.

 

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