“A vida de Galileu” conta a história do cientista durante a Santa Inquisição

Escrito por Bertolt Brecht entre 1937 e 1938, e depois em 1943, “A vida de Galileu” aborda questões que permanecem atuais. A produção teatral do Museu da Vida mostra a relação que a sociedade tem com a ciência e como essa se conserva em épocas de regimes autoritários. Além disso, a encenação busca associar a questão do autoritarismo da Igreja Católica, na época de Galileu, com o episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e suas pesquisas paralisadas sendo forçadamente aposentados durante a ditadura militar do Brasil.

Elenco da peça “A vida de Galileu”. A entrada é gratuita! Foto: Renato Mangolin

Em um ambiente de cortes sofrido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e órgãos de fomento à pesquisa científica e tecnológica, como o CNPq, Daniel Herz, diretor geral, confirma a atualidade da peça “A vida de Galileu”: “O diálogo proposto traz uma reflexão que me parece fundamental numa época em que nuvens negras perigosamente se aproximam, apontando para perspectivas sombrias e tempos de trevas”.

“A vida de Galileu” faz parte de um conjunto de peças apresentadas pelo Museu da Vida com o intuito de discutir diversos aspectos da ciência, como biografia de personalidades, episódios históricos, a importância da ciência e a relação entre ciência, arte e sociedade.

Sinopse

Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo, construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.

Classificação: Indicada para acima de 10 anos

Valor: Entrada Gratuita

Endereço: Tenda da Ciência Virgínia Schall, no Museu da Vida, localizado no campus da Fiocruz, em Manguinhos – Av. Brasil, n. 4365, próximo à passarela seis. Acesso também pela R. Leopoldo Bulhões, 1480, Manguinhos.

Informações: (21) 2590-6747

Horários: 8 de agosto, às 13h30 | Terças e quartas, às 10h30 e 13h30
12 de agosto, sábado, às 11h

Ficha técnica
Direção geral – Daniel Herz
Direção – Daniel Herz e João Marcelo Pallottino
Diretor assistente – Clarissa Kahane
Tradução – Roberto Schwarz
Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton
Consultoria científica – Paulo Henrique Colonese
Elenco – Andressa Lameu, Carol Santaroni, Diego Abreu, Ingra da Rosa, Letícia Guimarães, Pablo Aguilar, Pablo Paleólogo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann
Direção musical e trilha sonora – Leandro Castilho
Cenário – Fernando Mello da Costa
Figurino – Carla Ferraz
Luz – Aurélio de Simoni
Operação de Luz: Lívia Ataíde
Operação de multimídia: Rafael Silvestre
Direção de movimento – Janice Botelho
Programação visual – Alana Moreira
Produção executiva – Mariluci Nascimento
Direção de produção – Geraldo Casadei

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About Sidcley Lyra

Formado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia pela UFRJ no ano de 2017. Tenho experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Microbiologia Ambiental. Além dos estudos que resultou no TCC, participei de alguns projetos de popularização da ciência, como o Cineclube Biofilme e o Ciência em Jogo.

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