Presidente da ABC se apresenta no “Ciência às Seis e Meia”

Texto publicado primeiramente no site da Academia Brasileira de Ciências.

O físico e presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, participou do ciclo de apresentações “Ciência às Seis e Meia” em comemoração ao Dia Internacional da Luz. O evento ocorreu no fim da tarde do dia 02 de maio no Museu do Amanhã, organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Os convidados foram recebidos pelo Diretor de Conteúdo do Museu do Amanhã, Alfredo Tolmasquim, pelo Leandro Lobo, Secretário Regional da SBPC Rio de Janeiro e pelo presidente da SBPC, Ildeu Moreira, que deram boas vindas ao palestrante e aos ouvintes, reforçando a participação da SBPC na comemoração do Dia Internacional da Luz, uma iniciativa global e coordenada pela UNESCO.

Com o título “O Intrigante Mundo da Luz”, Luiz Davidovich apresentou a evolução do entendimento e controle da luz através de uma perspectiva histórica. Começando em 1000 A.C., quando Alhazen, considerado o criador da ciência óptica, desvendou o funcionamento da visão, derrubando a teoria de que a visão funcionava através de raios emitidos dos olhos e “sentiam” os objetos, como se fosse uma extensão do tato. Até os anos mais recentes, com a criação do laser e a descoberta de um novo campo da física, a quântica.

O público pode se deliciar com as demonstrações de experimentos da física clássica, mesmos experimentos que foram desenhados por grandes pesquisadores da física óptica. A coordenadora do Laboratório Didático do Instituto de Física (LADIF/UFRJ), Elis Sinnecker, junto com o monitor Rafael Salles Lemes apresentaram o experimento de Young, demonstrando que a luz pode se comportar como uma onda e o experimento do Prisma de Newton, demonstrando a decomposição da luz branca em várias cores, seguindo o padrão do arco-íris.

Ao decorrer da apresentação, ficavam claras as contribuições em nosso cotidiano devido aos estudos em torno da luz: aplicação de lasers em cirurgias, transmissão de informação, produção de chips de computadores e celulares e cortes de precisão em materiais, contribuições essenciais na tecnologia atual.

Além destas aplicações já conhecidas da ciência, Davidovich adiantou ainda que há pesquisas específicas voltadas para novas aplicabilidades da luz. E esse é o caso da área quântica, onde a comunicação quântica permite ter uma troca de informação entre lugares muito distantes, enquanto a criptografia quântica pode atuar na proteção desses e de outros dados.

Porém, para Luiz Davidovich, o que deve impulsionar as pesquisas científicas não são apenas as potencialidades de aplicação da tecnologia, mas também o desafio de “conhecer e entender melhor o universo”. Segundo ele, as forças motrizes de jovens cientistas como Planck, Marie Curie e Einstein eram a curiosidade e a paixão pelo conhecimento. Os fundadores da física quântica não tinham nenhuma ideia de possíveis aplicações da teoria que desenvolviam. No entanto, cem anos depois, as repercussões de suas descobertas mudaram o nosso cotidiano.

(Fotos: Felipe Varanda| Museu do Amanhã)

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Sidcley Lyra

Formado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia pela UFRJ no ano de 2017. Tenho experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Microbiologia Ambiental. Além dos estudos que resultou no TCC, participei de alguns projetos de popularização da ciência, como o Cineclube Biofilme e o Ciência em Jogo.

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