Quem foi Stephen Hawking? E suas contribuições para a ciência

O brilhante cientista britânico Stephen Hawking morreu nesta quarta-feira (14) aos 76 anos em sua residência, na cidade inglesa de Cambridge. Conheça um pouco da sua carreira e suas contribuições a ciência que ficaram eternamente registradas. 

“Eu tenho vivido com a perspectiva de morrer cedo nos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa para morrer. Eu quero fazer muita coisa antes disso” – em entrevista ao jornal britânico The Guardian, em maio de 2011.

Quem foi Stephen Hawking?

Stephen Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 (exatamente 300 anos após a morte do Galileo) em Oxford, Inglaterra. Em outubro de 1962, Stephen chegou ao Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) da Universidade de Cambridge para fazer pesquisas em cosmologia,  já que ninguém trabalhava nessa área em Oxford na época.  Depois de obter seu PhD (1965) com sua tese intitulada “Propriedades dos Universos em Expansão”, ele se tornou, primeiro, investigador do tema (1965).

Foi professor de matemática na Universidade de Cambridge, onde foi professor lucasiano emérito – mesmo cargo ocupado por grandes cientistas como Charles Babbage, Isaac Newton e Paul Dirac. Ele também era diretor do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da mesma universidade. Suas principais áreas de especialidade eram cosmologia teórica e gravidade quântica.

Dentro, os incríveis trabalhos do físico podemos destacar quando ele mostrou que a teoria geral da relatividade de Einstein implicava que o espaço e o tempo teriam um começo no Big Bang e um fim nos buracos negros (1970). Estes resultados indicaram que era necessário unificar a relatividade geral com a teoria quântica, o outro grande desenvolvimento científico da primeira metade do século XX. Uma conseqüência de tal unificação que ele descobriu foi que os buracos negros não deveriam ser completamente negros, mas sim emitir radiações ‘Hawking’ e eventualmente evaporar e desaparecer (1974).

Outra conjectura é que o universo não possui limites ou limites no tempo imaginário. Isso implicaria que a forma como o universo começou estava completamente determinada pelas leis da ciência. Recentemente Stephen trabalhou com colegas em uma possível resolução para o paradoxo da informação do buraco negro, onde o debate se centra em torno da conservação da informação.

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Luiza Toledo

Formada em Ciência Biológicas: Microbiologia e Imunologia pela UFRJ (2016), atualmente faz mestrado na FIOCRUZ em Saúde Publica e Meio Ambiente, na área de gestão e saneamento ambiental.

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